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Reviravolta: PGR defende que Bolsonaro saia da Papudinha para prisão domiciliar

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O órgão aceitou o argumento da defesa de que o estado de saúde de Bolsonaro, atualmente com 71 anos, exige cuidados constantes e monitoramento integral, condições que seriam incompatíveis com a estrutura da “Papudinha”, ala especial do sistema prisional onde ele se encontra.

Prisão domiciliar de Bolsonaro por conta de quadro clínico

A decisão da PGR ocorre após um novo pedido de “prisão domiciliar humanitária” protocolado pelos advogados do ex-presidente na última terça-feira.Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão

Segundo o parecer da Procuradoria, ficou comprovada a necessidade de vigilância contínua, uma vez que Bolsonaro estaria sujeito a “súbitas e imprevisíveis alterações” em seu quadro de saúde que demandam intervenção imediata.

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O Ministério Público argumenta que a estrutura da Papudinha é incompatível com os cuidados exigidos pela prisão domiciliar de BolsonaroFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ND Mais; Google Maps/ND MaisO Ministério Público argumenta que a estrutura da Papudinha é incompatível com os cuidados exigidos pela prisão domiciliar de BolsonaroFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ND Mais; Google Maps/ND Mais

O principal fator para essa mudança de posicionamento foi a recente internação de Bolsonaro. Ele deu entrada no hospital DF Star, em Brasília, no último dia 13, apresentando febre alta e baixa saturação de oxigênio.

Exames confirmaram um diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, o que acendeu o alerta sobre os riscos de mantê-lo em ambiente carcerário sem acompanhamento médico permanente, especialmente durante a noite.

O que acontece agora?

Apesar do parecer favorável da PGR, a palavra final cabe exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes. Anteriormente, em 2 de março, Moraes havia negado um pedido semelhante, baseando-se em laudos da Polícia Federal que indicavam que Bolsonaro recebia até três check-ups diários e realizava fisioterapia na cela especial de 64 m².

Com o novo cenário de pneumonia bacteriana e o endosso da Procuradoria, o ministro deve reavaliar se as comorbidades de Bolsonaro agora justificam o cumprimento da pena em sua residência.

ND+

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