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Amurel sai das urnas com representação reduzida na Alesc

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A eleição de 2026 confirmou a força do Sul de Santa Catarina nas disputas majoritárias, mas deixou um cenário diferente quando o assunto é representação política mais próxima de alguns municípios da Amurel. No Vale do Braço do Norte, a região encerrou a votação sem conseguir eleger um nome diretamente identificado com seus municípios para a próxima legislatura da Assembleia Legislativa.

O principal candidato da região foi o ex-prefeito de Braço do Norte Beto Kuerten Marcelino (PSD). Ele recebeu 24.718 votos em Santa Catarina, terminou na 56ª colocação geral e ficou na condição de suplente.

A votação foi significativa, mas insuficiente para garantir uma das 40 cadeiras da Alesc. O resultado reacende uma discussão antiga entre lideranças do Vale: a dificuldade de concentrar votos em nomes da própria região e transformar o eleitorado local em representação efetiva no Legislativo estadual.

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Pepê lidera votação dentro da Amurel

Entre os candidatos a deputado estadual, Pepê Collaço foi o mais votado na soma dos 18 municípios da Amurel, com 32.535 votos, equivalentes a 14,16% dos votos válidos para o cargo na região. No Estado, ele chegou a 57.470 votos e garantiu a reeleição.

Mais da metade da votação estadual de Pepê veio dos municípios da Amurel, demonstrando uma concentração regional importante.

Já Beto Kuerten, mesmo com quase 25 mil votos em Santa Catarina, não conseguiu atingir uma das vagas conquistadas pelo PSD e ficou na suplência.

Voto regional volta ao debate

O resultado chama atenção principalmente para municípios como Braço do Norte, São Ludgero, Grão-Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima e localidades próximas, que passam a depender de parlamentares de outras bases para levar suas principais demandas à Assembleia Legislativa.

Entre as pautas históricas da região estão melhorias e ampliações na SC-370, investimentos em saúde, infraestrutura, educação, prevenção de cheias e desenvolvimento econômico.

A eleição mostra também como o sistema proporcional pode produzir resultados diferentes da simples classificação individual dos candidatos. As vagas para deputado estadual são distribuídas considerando a votação dos partidos e federações, além da votação individual.

PL domina as disputas majoritárias

Se a representação regional ficou como tema para o Vale do Braço do Norte, nas disputas majoritárias a Amurel apresentou um comportamento eleitoral bastante definido.

Flávio Bolsonaro (PL) venceu a votação para presidente nos 18 municípios da região, somando 161.172 votos, ou 67,89% dos votos válidos.

Jorginho Mello (PL) também venceu em todas as cidades da Amurel para o Governo de Santa Catarina, chegando a 72,23% dos votos válidos da região.

No Senado, Carol de Toni (PL) foi a mais votada nos 18 municípios, somando 138.198 votos na Amurel. Carlos Bolsonaro (PL) apareceu na segunda colocação regional.

Para deputado federal, Júlia Zanatta (PL) recebeu 51.089 votos somente na Amurel e terminou a eleição como a deputada federal mais votada de Santa Catarina, com 560.223 votos no Estado.

Assim, enquanto o eleitorado da Amurel apresentou forte concentração de votos nas disputas para presidente, governador, Senado e Câmara Federal, o resultado para deputado estadual volta a colocar em pauta uma velha discussão regional: como transformar votos do Vale do Braço do Norte em representação própria dentro da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

É importante destacar que a discussão sobre representação regional não significa ausência de atuação de deputados de outras cidades. Parlamentares eleitos por diferentes regiões de Santa Catarina destinam emendas, articulam recursos e acompanham demandas dos municípios do Vale do Braço do Norte, algo que ocorre com frequência.

O ponto levantado pelo resultado das urnas é outro: a falta de um representante que seja morador da própria região, com vínculo cotidiano direto com os municípios do Vale e com as demandas locais. Ter um parlamentar residente na região pode ampliar a presença política do território dentro da Assembleia Legislativa, sem desconsiderar o trabalho realizado por deputados de outras bases eleitorais.

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