A decisão do governo brasileiro de expulsar Sergey Vladimirovich Cherkasov, apontado por autoridades dos Estados Unidos, do Brasil e da Holanda como suposto agente da inteligência russa, provocou reação do governo de Donald Trump.
O Departamento de Estado americano afirmou estar “profundamente preocupado” com a medida brasileira, que abre caminho para que Cherkasov retorne à Rússia. Ele está preso no Brasil desde 2022 e cumpre pena por uso de documento falso, após ter vivido no país usando a identidade de Victor Muller Ferreira.
O caso ganhou repercussão internacional porque Cherkasov é acusado de integrar uma rede de espionagem ligada à Rússia. Segundo investigações, ele teria usado documentos brasileiros falsos para circular em outros países e tentar se infiltrar no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda.
A decisão do Ministério da Justiça determina a expulsão do russo e também proíbe seu retorno ao Brasil por 30 anos. No entanto, a saída do país depende do cumprimento da pena ou de autorização judicial.
Os Estados Unidos defendiam outro encaminhamento para o caso e chegaram a pedir a extradição de Cherkasov. Para o governo americano, permitir o retorno dele à Rússia pode beneficiar Moscou e prejudicar investigações internacionais sobre atividades de espionagem.
O caso coloca o Brasil no centro de uma disputa diplomática envolvendo Estados Unidos e Rússia. Enquanto Washington cobra uma posição mais dura, Moscou também já demonstrou interesse no retorno do cidadão russo.
Cherkasov segue preso em unidade federal de segurança máxima no Brasil. A execução da expulsão ainda dependerá dos trâmites legais e de eventual decisão da Justiça brasileira.














