A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, durante a sessão itinerante realizada nesta terça-feira, 26, o projeto de lei de autoria do deputado estadual Tiago Zilli (MDB) que declara a tradicional Arrancada de Tratores, do município de Turvo, integrante do Patrimônio Cultural do Estado de Santa Catarina.
A proposta altera a Lei Estadual nº 17.565/2018, que consolida as legislações relacionadas ao patrimônio cultural catarinense, incluindo oficialmente a competição na lista de manifestações culturais reconhecidas pelo Estado.
Na justificativa do projeto, o parlamentar destacou a importância histórica, cultural e econômica do evento para o Extremo Sul Catarinense. A primeira edição da Arrancada de Tratores ocorreu em 1987, inicialmente integrada à tradicional Festa do Colono de Turvo e realizada a cada dois anos.
Com o passar do tempo, o evento se consolidou como uma das principais atrações da região, unindo o esporte à forte identidade agrícola do município, conhecido oficialmente desde 2004 como a Capital Catarinense da Mecanização Agrícola.
Segundo o texto, a competição reúne, em média, cerca de 200 pilotos, com participantes de diversas regiões de Santa Catarina, além de representantes do Rio Grande do Sul e Paraná. Nas últimas edições, o público chegou a aproximadamente 10 mil pessoas por dia.
A organização da arrancada é realizada pela APITTUR (Associação dos Pilotos de Tratores Turvense), fundada em 2007 em parceria com a Prefeitura Municipal. A entidade tem como principal objetivo fortalecer o convívio familiar e valorizar o maquinário agrícola, especialmente o trator, símbolo do trabalho no campo e da identidade regional.
Outro destaque citado no projeto é que, desde 2012, a associação é filiada à FAUESC (Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina) e possui um “tratoródromo” próprio em Turvo. O espaço é considerado o único do Brasil com pista de terra homologada pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) para competições oficiais da modalidade.
Ainda conforme a justificativa, o reconhecimento busca preservar a tradição para as futuras gerações e valorizar a cultura agrícola do povo do Extremo Sul Catarinense, marcada pela colonização italiana e pela forte ligação com o trabalho no campo.













