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Produtores de vinho da região temem parceria Mercosul-UE

Acordo diminuirá as taxas cobradas na bebida importada da Europa

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Publicado por Repórter Sul em 11/07/19 12h18
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Produtores de vinho da região temem parceria Mercosul-UEFoto: Divulgação

Criciúma/Urussanga

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Anunciado pelo presidente da República Jair Bolsonaro no final de junho, o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), foi comemorado por muitos setores produtivos brasileiros. Porém, há o outro lado da moeda, e alguns ramos podem sofrer consequências não tão boas, como é o caso da produção de vinhos. Isso porque o preço da bebida produzida no velho mundo poderá se tornar menor.

Hoje, o imposto aplicado pelo Mercosul, com relação aos vinhos da União Europeia, é de 27%, chegando a zero após a parceria firmada. O acordo estabelece ainda um preço mínimo nos 12 primeiros anos. Além do vinho, ainda estão na lista de bebidas com taxas que devem ser diminuídas, os licores e as bebidas destiladas, com taxa de importação entre 20% e 35%, e também os refrigerantes, com alíquotas máximas de 35%. Porém, o previsto é que estes impostos cheguem a zero com o passar dos anos.

O Enólogo, Stevan Arcari, destaca que o vinho brasileiro, por si só, já possui problema de competitividade devido ao custo de produção entre outros. “A gente tem problemas de custo no processo produtivo, problemas tributários, o custo Brasil que afeta todos os setores, mas particularmente o vinho tem o problema tributário que, por ser bebida, é um pouco mais alto que outros produtos e algumas questões de produtividade para a compra de insumos do processo produtivo, de tecnologia que são dificuldades particulares das vinícolas brasileiras”, comenta.

Se não bastasse a preocupação com a diminuição dos impostos aplicados sobre as bebidas importadas, Arcari reforça que a Europa possui uma certa sobra de vinho e vem aplicando diversos subsídios na cadeia. “Isso já faz com que o vinho de lá seja vendido a um preço um pouco mais barato do que era há alguns anos. Então se retirar o imposto de importação, eles ficarão mais baratos ainda e a cadeia de vinhos finos no Brasil deve sofrer com esta concorrência. Com certeza os europeus entrarão mais competitivos e atrapalharão os vinhos finos no Brasil”, acredita.

TN SUL

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