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Movimento é contra retorno de aulas presenciais em setembro

Causa está sendo aderida por pessoas de várias regiões do Estado de Santa Catarina

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Publicado por Repórter Sul em 13/08/20 22h04
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Movimento é contra retorno de aulas presenciais em setembroFoto:

A retomada de aulas presenciais nas escolas de Santa Catarina prevista para o mês de setembro tem causado preocupação para os responsáveis pelos estudantes. Em Criciúma, o protocolo que deve ser adotado está em fase de discussão pelo Comitê. Mas, foi após uma declaração feita pelo secretário de Educação do Estado sobre o retorno das aulas presenciais, que a criciumense, escritora e mãe de um menino de 7 anos e uma adolescente de 17 anos Carol de Luca, sentiu uma revolta e resolveu iniciar um movimento contra a retomada das atividades presenciais, mantendo as aulas online, pelo menos, até o final do ano ou enquanto não houver vacina contra a Covid-19. 

Muitas regiões do mapa de Santa Catarina estão no vermelho. A cor sinaliza o risco potencial gravíssimo de contaminação pela Covid-19. A mãe e escritora comenta que ao mandar uma criança para a escola, são várias as pessoas, além dos estudantes, que no trajeto ou no próprio ambiente escolar terão o risco de serem infectadas com o vírus. “Queremos o direito de continuarmos com as aulas online”. 

Quem faz parte do grupo, aderindo a causa, são pessoas que não veem segurança ao mandar um aluno para a escola neste momento. “Eu encaro a pandemia como uma guerra, e não vou mandar uma filha para uma guerra”, diz a mãe que questiona os leitores. “Vocês mandariam seus filhos? O que se tem na atualidade não são falas tranquilizadoras para o retorno das aulas, diz a mãe. Ela destaca ainda como positivo os trabalhos que estão sendo realizados pelos professores. “Eles estão trabalhando bastante, dando suporte para os alunos e as escolas estão se adaptando”. 

A ideia de criar o movimento fluiu de uma maneira espontânea. Carol conta que comentou com a amiga Sabrina Pereira, que também é mãe e moradora de Criciúma. Juntas criaram um grupo no Whatsapp, que hoje tem cerca de 75 participantes. A princípio a ideia era compartilhar informações sobre a situação escolar, mas acabou indo além disso, dando voz a quem participa. “É a nossa voz sendo ouvida”, disse Carol que explicou que agora o grupo serve para propagar a campanha  #lutecomoumamae. 

Sabrina Pereira é mãe de um menino de 5 anos e uma jovem de 19 anos. Ambos estudam em escola privada. Ela relembra a indignação quando entendeu (na declaração do secretário de Educação do Estado) que seria obrigada a mandar os filhos para a escola, caso as aulas retornem. “Não são só as crianças que estarão em risco. Uma criança contaminada pode infectar várias pessoas e nesse efeito dominó alguém pode sair prejudicado gravemente. Não é isso que queremos, nem para os nossos filhos, e nem para outras pessoas”, comenta.  

O grupo também procurou apoio jurídico e pretende, se houver necessidade, acionar a Justiça. A advogada Heloísa Marciano Pagani aderiu a causa voluntariamente, orientando as mães. O temor maior delas é que sejam punidas por não encaminharem os filhos para a escola (em caso das aulas presenciais retornarem). A advogada explica que não há nada escrito em Lei sobre isso, mas disse que enviar uma criança para a escola sem uma vacina é colocá-la em risco, indo contra o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela citou o artigo que diz : É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (ECA, artigo 4º, caput). Em caso de cancelamento de aulas online sem que exista uma vacina, seria uma grande discussão jurídica, disse advogada. “Digamos que o Estado não poderia cancelar”. Nas redes sociais circula um texto elaborado pelas participantes do grupo, que é compartilhado por quem adere a causa. O texto diz: 


Lute como uma mãe 

O movimento surgiu depois do pronunciamento do secretário da educação do Estado de Santa Catarina, que intimidou  os pais a mandarem seus filhos para escola, assim que reabrirem para aulas presenciais, em setembro, mesmo sem uma solução para a Covid-19.
Lute como uma mãe foi criado com o intuito principal de exigir a total liberdade das mães e pais a escolherem se seus filhos devem ou não ir para a escola nesse momento ímpar, nunca vivido por essa geração.
Ao redor do mundo, as cidades que retomaram as aulas de forma presencial, oportunizaram aos pais a escolha, já que manterão as aulas online até que se tenha, no mínimo, uma vacina.
E não deve ser diferente em nosso Estado.
É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral, e do poder público, assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (ECA, artigo 4º, caput)
Como é de conhecimento geral, não há vacina para o Corona Vírus. A única saída, atualmente conhecida, é o afastamento social. 
É possível, nessas circunstâncias, retomar as aulas dos nossos filhos? Não precisa ser mãe ou pai para saber a resposta. 
Os índices do avanço de contaminação e óbitos em SC pela Covid-19, vem crescendo absurdamente em nosso Estado, o que pode ser comprovado pelo alerta vermelho que nos encontramos.
Ninguém tem o direito moral tão pouco legal de obrigar os pais a exporem seus filhos a um vírus mortal e sem vacina.
Quando um filho nasce Deus manda para a Terra sua fiel representante: a mãe.
Só uma mãe conhece o maior amor do MUNDO.
Só uma mãe sabe os diferentes choros de um bebê no berço.
Só uma mãe sabe o que é ficar acordada a noite toda cuidando do filho e ao amanhecer ir direto para o trabalho.
Só uma mãe coloca as necessidades do filho em primeiro lugar, só uma mãe esconde sua dor para um filho não sofrer...
Só uma mãe trabalha em casa, tem seu negócio, trabalha fora, é eletricista, pintora de parede, cozinheira, costureira...
Só uma mãe pode dar a vida!
Uma mãe sabe o que é o maior amor do MUNDO. Em nome do amor aos nossos filhos e à vida nós exigimos o direito da não obrigatoriedade de mandar nossos filhos para as aulas presenciais enquanto não houver uma solução para o fim da pandemia.
Pelo direito à vida convidamos todos para esse movimento.
Em nome do Amor e pela preservação da vida. 
A luta de uma mãe é de todas
Abaixo de Deus só uma mãe.

#lutecomoumamae

Para mais informações ou quem desejar fazer parte do movimento pelo WhatsApp pode entrar em contato pelo Instagram: @caroldeluccaescritora.

Por Engeplus

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