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Doria diz ter sido infectado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que testou positivo para o novo coronavírus, mas disse que está assintomático.

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Publicado por Repórter Sul em 13/08/20 08h04
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Doria diz ter sido infectadoFoto:

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que testou positivo para o novo coronavírus, mas disse que está assintomático. É o 11º governador infectado pela COVID-19. Pelo Twitter, Doria afirmou que recebeu ontem o resultado do sexto exame comprobatório feito por ele desde o início da pandemia. “Acabei de receber o meu sexto teste da COVID-19 e este, infelizmente, foi positivo. Estou com coronavírus, absolutamente assintomático. Me sinto bem. Vou para a minha casa, vou seguir o protocolo médico, com a orientação do doutor David Uip, infectologista e integrante do comitê de saúde do estado de São Paulo”, declarou.

Doria ressaltou que continuará com suas atividades, mas de maneira remota, por meio de aplicativos de comunicação durante o período de isolamento domiciliar. “De lá (casa), manterei a minha relação com todos os setores do governo de São Paulo, pelo Zoom, pelo celular e por video- conferência. Vou seguir o protocolo da saúde. Durante os próximos 10 dias estarei cumprindo esse protocolo”, disse.

O chefe do Executivo paulista reforçou o pedido para que a população obedeça às normas de contenção da doença. "Aproveito para pedir a você que está na sua casa, que se proteja, siga também os protocolos da saúde. Tudo isso vai passar, a vacina vai chegar e o Brasil terá novo momento livre do coronavírus. Até lá, temos que fazer este enfrentamento, seguir o protocolo e obedecer à saúde", completou.  

 Além de Doria, foram contaminados os seguintes governadores: Helder Barbalho (Pará) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro), que anunciaram em 14 de abril; Renan Filho (Alagoas), em 25 de abril; Paulo Câmara (Pernambuco) e  Antonio Denarium (Roraima), em 18 de maio; Renato Casagrande (Espírito Santo), em 25 de maio; Mauro Mendes (Mato Grosso), em 4 de junho; Carlos Moisés (Santa Catarina), em 30 de junho; Belivaldo Chagas (Sergipe), em 15 de julho; e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), em 24 de julho.

AVÓ DE MICHELLE

A avó materna da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, Maria Aparecida Firmo Ferreira, morreu ontem, no Hospital Regional de Ceilândia (DF), com complicações causadas pela COVID-19. Ela estava internada na instituição desde 1º de julho, quando vizinhos a encontraram caída na rua principal do bairro Sol Nascente. Após confirmação da doença e início de piora no quadro de saúde, ela foi transferida para uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), em 3 de julho.

A Secretaria de Saúde do DF confirmou que a morte ocorreu durante a madrugada, após parada cardiorrespiratória e procedimentos de reanimação sem sucesso.

Minas tem recorde de mortes em 24h

Minas Gerais registrou 170 mortes pela COVID-19 em 24 horas, recorde desde o início da pandemia, em março. Em entrevista coletiva, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, informou, no entanto, que as mortes ocorreram de forma espaçada. Deu como exemplo um óbito ocorrido em 20 de junho que foi informado apenas na terça-feira pela prefeitura. "Não necessariamente o óbito pode ter ocorrido na véspera, como possa parecer. Prestem atenção nisso quando fazem algumas avaliações. Para que tenhamos as avaliações mais corretas possíveis", disse.De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, o estado acumula 3.783 mortes pela COVID-19. O balanço aponta 3.934 novos casos, totalizando 160.485. Belo Horizonte chegou a 722 mortes e 25.718 casos. O novo coronavírus chegou a 822 municípios mineiros.

 Amaral informou que a secretaria passará a divulgar também a data de ocorrência da morte. Até agora, boletim epidemiológico apresentava apenas o balanço dos óbitos confirmados no dia, sem indicar a data em que ocorreu. Desde março, a metodologia de notificação das mortes foi alterada três vezes pela secretaria.  

 Na última mudança, em 3 de agosto, as mortes passaram a ser notificadas pelas prefeituras diretamente no Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep Gripe), plataforma do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança na metodologia de notificação foi anunciada por Amaral como forma de reduzir a defasagem entre a data de ocorrência da morte e a confirmação pela secretaria. No entanto, uma semana depois, o problema parece ainda persistir, uma vez que a variação nos números deve-se, segundo o próprio secretário, ao atraso nas notificações.          BRASIL O Ministério da Saúde registrou 1.175 novas mortes pela COVID-19 em 24 horas, somando 104.201 óbitos pelo novo coronavírus desde março. No total, são 3.164.785 casos confirmados, incluindo 55.155 novos diagnósticos entre terça e quarta-feira. O governo federal considera 2.309.477 pacientes recuperados da doença e afirmou que 751.107 seguem em recuperação. 

 

Óbitos na metade dos municípios

Os casos confirmados de coronavírus já chegaram a 96% das cidades de Minas. Com relação às mortes, Minas ultrapassou ontem a metade dos municípios que registraram óbitos pela doença. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). De acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem, 428 municípios já tiveram notificação de vidas perdidas pela pandemia. Em todo o estado, a letalidade da doença aumenta juntamente aos desafios dos leitos, o desrespeito às medidas de isolamento social e a pouca testagem. É o que avalia o professor Alexandre Barbosa Reis, da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto. Segundo ele, a primeira questão é que a doença tem comportamentos epidemiológicos no Brasil e em Minas de formas diferentes. “Ela não se espalha de forma uniforme. Temos os epicentros da doença. E dependendo das medidas que são tomadas, essa doença se espalha mais ou menos”, explica Reis. “Temos um aspecto importante das próprias decisões em termos de saúde pública que obviamente interfere na questão do espalhamento do vírus”, analisa. O especialista avalia que, em termos de políticas públicas, Minas conseguiu medidas que influenciaram de forma positiva no controle do coronavírus no início da pandemia, mas, com o relaxamento da população quanto às medidas sanitárias, os casos interiorizaram. E o problema da interiorização é que muitos municípios não têm estrutura de atendimento aos pacientes graves, o que acarreta o aumento das mortes. “Como em qualquer outro estado, os hospitais são melhores e de forma mais estruturada nas capitais. Mais do que isso, temos uma questão de equipes de saúde muito bem treinadas, concentradas em Belo Horizonte e outras macrorregiões”, comenta. “As pessoas estão morrendo na estrada. Minas Gerais é um estado muito maior que muitos países da Europa, cujos deslocamentos distantes da capital ou a outros atendimentos de alta complexidade podem ser de até 1 mil quilômetros.”VIAGENS 

O aumento das viagens de pessoas do interior para a capital e vice-versa também contribuiu para essa expansão da doença. “As atividades foram retomadas em muitos lugares. E, embora o tráfego de carros tenha diminuído no início da pandemia, depois isso foi aumentando”, disse Reis.

Segundo o professor, o contexto político do país também prejudicou o combate à COVID-19. “Perdemos o Ministério de Saúde no sentido de perder a obrigatoriedade de coordenar as ações junto aos estados e municípios por uma interrupção política. Tudo isso agravou a situação”, problematiza. “E você considerar um estado com 853 municípios em que apenas 31 o vírus ainda não chegou. É muito pouco. Minas está em um momento muito delicado, batendo recordes de mortes dia após dia. O vírus encontrou uma outra realidade de estrutura de aparelhos de saúde nos municípios que no máximo têm um posto do programa saúde da família, sem equipamentos ou muito precários.”

O professor acredita que a falta de testagem no município influenciou diretamente na ausência de políticas públicas para interromper o processo de interiorização da COVID-19. “Num primeiro momento, teve um controle muito grande, mas depois de um determinado tempo começa-se a observar a interiorização, que poderia ter sido evitada com medidas públicas. Estamos enfrentando problemas com testagem, por exemplo”, exemplifica.

Reis participou de um estudo em Nepomuceno, no Sul de Minas, e em Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste, que tinha o objetivo de verificar a taxa de indivíduos com sorologia positiva para o Sars-Cov-2. Foram escolhidos por fazer parte da rota BH-SP e ter forte atividade de logística. Quando os pesquisadores foram às cidades para realizar a testagem, não tinha nenhum caso, e logo depois detectaram a doença. “A maioria dos casos relacionados à logística, como motoristas de caminhão e seus familiares”, conta. Para o professor, isso indica que, a princípio, o processo de interiorização teve uma forte participação do setor de logística e rodoviário. 

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