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Comerciante anônimo fala do preço do leite nas indústrias

Um desabafo para que os comerciantes não sejam rotulados como os “bandidos de amanhã”.

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Publicado por Repórter Sul em 24/03/20 15h05
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Comerciante anônimo fala do preço do leite nas indústrias Foto: Divulgação / Ilustrativa

Circula na internet, o audio de um comerciante anônimo, fazendo um desabafo para que os proprietários de supermercados não sejam rotulados como os “bandidos de amanhã”. Ele se refere a alta dos preços do leite nas indústrias. Ressalta que estavam pagando no litro entre R$2,10 à R$2,30 no máximo por litro, e, através do levantamento que foi feito hoje, o leite mais barato terá o valor de R$3,10 que é o leite Terra Viva. Ele ainda evidencia outras marcas como; Tirol a R$3,23, Aurora R$3,70, Late Vida R$3,80.


“O que tinha de pedido em carteira com eles, todos eles derrubaram nossos pedidos. Não vão respeitar o pedido que nós tínhamos. Então só para alertar os senhores, na semana que vem o leite nos supermercados, nestas bases, vai estar em torno de cinco reais, “aponta.


Ele disse que vírus não está vindo pelas pessoas.


“Gostaria de deixar claro isso porque eu acho que o vírus não está vindo pelas pessoas, o vírus está vindo pelas indústrias catarinenses, vamos deixar bem claro e vamos fazer isso chegar nas autoridades máximas para eles saberem o que está acontecendo em nossa região também, “finalizou.

Procurado por nossa reportagem, o proprietário do Becker Supermercados de São Ludgero, Fabiano Becker (Fabinho) reforça que os preços nas indústrias realmente subiram consideravelmente e que na maioria das vezes os comerciantes é que levam a culpa quando o cliente vê o preço nas etiquetas.

“Estamos até tentando negociar com uma empresa, onde compramos o litor de leite a R$2,15 e agora vieram com R$2,50, R$2,99 e chegaram a R$3,40 de um dia para o outro, é um absurdo.  Sempre vendemos pela margem correta e nunca abusiva, ainda mais neste momento de crise. Quando o cliente vê os preços aumentarem do dia para a noite, logo fica descontente com os estabelecimentos, mas deve saber que trabalhamos na margem certa e que também estamos pagando mais, infelizmente, “relata Fabinho.


Aumento no leite e derivados


Conforme informações pesquisadas no portal Globo Rural, a maior procura pelos consumidores nos supermercados tem aumentado o preço do leite e de produtos derivados. Enquanto isso, o setor pede garantias para que a produção não sofra problemas, em especial logísticos, diante da pandemia de coronavírus.

Alguns produtos do segmento, como queijo muçarela, leite em pó em lata ou sachê e, principalmente, o leite UHT, registraram maior procura na última semana. O litro de leite UHT, por exemplo, subiu acima de R$ 3, para o comerciante.

Segundo o consultor, Válter Galan, a redução do fluxo de pessoas nas ruas, em quarentena para evitar a propagação do vírus, reduziu a demanda pelo queijo muçarela para o comércio, como bares, restaurantes e pizzarias. Por outro lado, o movimento foi compensado pelo aumento da procura nos supermercados, onde o muçarela representa 30% da venda de queijos.


No geral, explica Galan, os lácteos não tiveram uma demanda excessiva porque são produtos de consumo a curto prazo.

"No caso da muçarela, a alta não foi maior porque não é possível estocar como o leite. O mesmo ocorre com o iogurt, já que o armazenamento é feito por uma ou no máximo duas semanas em casa", diz o analista, citando que a manteiga é outro item que tem sido mais procurado neste período de quarentena.
Preços no campo

Outro fator para a elevação dos preços é a valorização do produto no campo. Em fevereiro, o preço do leite pago ao produtor foi de R$ 1,4175 por litro, alta de 3,6% na comparação com janeiro, segundo indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP divulgado na semana passada. No ano, a valorização já soma 4,83%.

Entre os motivos para a elevação no valor, de acordo com o levantamento, estão o atraso das chuvas da primavera no Sudeste e no Centro-Oeste, a estiagem prolongada no Sul, a menor disponibilidade de milho, usado para ração animal, e o abate de matrizes, por conta do maior preço da carne.

 

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