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Carga com feijão adulterado por empresa de São Ludgero é apreendida pela polícia

Produto de qualidade muito inferior foi embalado por uma empresa com a marca da outra, sem autorização! Embalagens teriam sido adquiridas em reciclagem também de São Ludgero.

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Publicado por Repórter Sul em 07/02/19 08h51
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Carga com feijão adulterado por empresa de São Ludgero é apreendida pela políciaFoto: Divulgação

Na quarta  - feira, dia 30 de janeiro, um empresário de iniciais G.M., proprietário de uma cerealista de nome, MMK Indústria e Comércio de Cereais EIRELI, de Orleans, que detém a marca “FEIJÃO DA FAMÍLIA” entrou em contato com a Policia Militar Rodoviária Estadual de Cocal do Sul, onde solicitou aos policiais que interceptassem um Caminhão Mercedez Benz Artego, modelo 1718, pertencente a empresa Baschirotto Comercio de Cereais e Transporte, de São Ludgero, pois o mesmo estaria transportando uma carga com produtos adulterados.

(G) relatou a Policia Civil de Cocal do Sul que por volta das 11 horas passou em frente a empresa Baschirotto Comércio de Cereais e Transporte e percebeu um carregamento de aproximadamente 100 (cem) fardos que rende cerca de três mil quilos, com a embalagem “FEIJÃO DA FAMÍLIA”, marca que pertence a ele. Relatou que ficou surpreso, tendo em vista que referida empresa não comercializa seu produto.

 Neste momento iniciou o acompanhamento do caminhão carregado até o município de Cocal do Sul, quando no posto da polícia militar rodoviária, SC – 108, solicitou aos policiais que o caminhão fosse interceptado, realizando a denúncia de irregularidades. O caminhão foi abordado pelos policiais, que ao verificarem a carga, constataram que além de outras mercadorias, estas em condições normais, existiam 3 paletes de feijão utilizando a embalagem do “FEIJÃO DA FAMÍLIA”, sem nota fiscal e que o produto embalado era de péssima qualidade, não condizendo com a qualidade dos produtos da empresa de (G) qual afirma que seu produto é feijão tipo 1, de primeira qualidade.

O empresário afirmou que a embalagem em questão pertence a um lote que foi descartado pela empresa, destinado para a reciclagem no mês de janeiro. O empresário afirma que se sente lesado, pois o produto apreendido é de péssima qualidade, colocando em risco a marca do seu produto e com isso corre o risco de ser notificado e multado pelos órgãos reguladores, por estar “comercializando” produto de qualidade inferior ao indicado na embalagem, mas esclarece que a adulteração não foi feita por sua empresa e não tem contatos comerciais com a empresa que levava o carregamento.

O Motorista

O motorista C.M.S., de 21 anos, disse que é funcionário da Baschirotto Comércio de Cereais e Transporte e apenas faz o transporte dos produtos e não é responsável por fiscalizar o que é carregado, nem sabe dos acordos ou contratos realizados pela empresa a qual trabalha. Também relatou que não conhece o proprietário da empresa que detém a marca “FEIJÃO DA FAMÍLIA”. Ele afirmou que não tinha realizado nenhuma entrega desde a saída do município de São Ludgero.

Proprietário da empresa de São Ludgero

O proprietário da empresa Baschirotto Comercio de Cereais e Transporte, N.B, de 54 anos, afirmou que comprou a embalagem do “FEIJÃO DA FAMÍLIA” de uma empresa que recicla embalagens, também de São Ludgero. Relatou a policia que não recorda ao certo, mas adquiriu entre 10 a 12 quilos, o que possibilita embalar cerca de 1.000 kg (mil quilos) de feijão.

N.B alega que o feijão foi produzido por sua própria empresa e tem ciência de que foi embalado um produto de qualidade inferior ao que consta na embalagem do “FEIJÃO DA FAMÍLIA”, mas que fez isso apenas para atender um pedido, para fechar por preço mais baixo e atender o cliente. Argumentou que não era sua intenção lesar a empresa que detém a marca e afirma que não teve lucro com tal conduta. Posteriormente a pessoa que havia adquirido iria comercializar o produto e esta sim seria a única vantagem. O empresário esclareceu que foi a primeira vez que utilizou a embalagem “FEIJÃO DA FAMÍLIA” e tem ciência de que o que fez “não é legal” e que não possui mais embalagens desta marca em sua empresa.

O destino da carga era Treviso e Siderópolis.

O Caminhão e os produtos que estavam neles carregados ficaram apreendidos e a Vigilância Sanitária é responsável pelo descarte correto da mercadoria. A empresa de reciclagem deverá ser notificada pela vigilância sanitária por supostamente comercializar embalagens de forma irregular.

Mais detalhes deste caso devem ser esclarecidos nos próximos dias.

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