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Vigilância Epidemiológica de SC está sem vacina BCG e pentavalente



Vigilância Epidemiológica de SC está sem vacina BCG e pentavalente
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Os estoques das vacinas BCG e pentavalente estão zerados na Central Estadual da  Vigilância Epidemiológica de SC.  O Estado recebeu as últimas remessas no início de janeiro e ainda não recebeu a de fevereiro. O Ministério da Saúde, responsável pela distribuição, diz que deve enviar as doses de BCG ainda neste mês e as de pentavalente não informou prazo ou quantitativo. 

As cidades-polo de Santa Catarina ainda contam com doses em estoque das vacinas que fazem parte do calendário de vacinação dos bebês. A BCG previne contra formas graves de tuberculose e a pentavalente contra difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus, influenzae tipo b e  hepatite B.

A orientação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC para as equipes municipais de saúde é que mantenham um cadastro de crianças que devem receber doses para posteriormente serem imunizadas, de forma a atualizar a carteira de vacinação. No Estado são aplicadas em média 6,5 mil doses de BCG e 20 mil doses da pentavalente por mês, em crianças de até 6 meses de idade. Santa Catarina recebe, em média, 25 mil doses de BCG e 30 mil doses de pentavalente mensalmente e as últimas remessas recebidas foram entre 08 e 17 de janeiro. 

O Secretário de Saúde, Acélio Casagrande, encaminhou ofício ao Ministro da Saúde (MS) solicitando providências para a pronta regularização desta situação, uma vez que cabe ao MS o abastecimento de vacinas que fazem parte do Calendário Nacional. 

Em nota, o Ministério disse que irá encaminhar 50 mil de doses de BCG  para SC ainda em fevereiro. A pasta explica que o laboratório fornecedor interrompeu a produção em 2017 e que adquiriram 9 milhões de doses da vacina de um laboratório internacional. Desse total, 3 milhões chegaram ao país em outubro e aguardavam a liberação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade. O lote foi liberado na última semana de janeiro.

Já sobre a pentavalente, Ministério apenas informou que  5 milhões de doses estão aguardando liberação pela Anvisa.

Situação nas cidades de SC

Nas cidades-polo catarinenses ainda não há problemas de desabastecimento. Em Lages, situação mais grave entre as seis cidades, estão nas últimas doses da pentavalente. Não tem mais dose na Central de vacina e poucas unidades em postos de saúde. Em média, são aplicadas 300 vacinas no município. Já a BCG, tem disponível 400 doses na Central, além das 250 que foram enviadas ao Hospital Tereza Ramos. 

A Vigilância Epidemiológica de Florianópolis informa que os estoques de BCG conseguem abastecer a rede por cerca de 20 dias, já o de pentavalente por cerca de 14 dias. Em Joinville, também há vacina em estoque, são 2,1 mil doses de BCG e a média é de 900 nascimentos ao mês no município. E há cerca de 1,2 mil doses disponíveis da pentavalente. Em Blumenau, a situação também está normal. A Vigilância Epidemiológica tem em em estoque 650 doses da BCG e 528 da pentavalente, além das disponíveis nos postos de saúde. 

 Em Chapecó também há vacinas no estoque. No município do Oeste são cerca de 350 doses aplicadas por mês de BCG e 1 mil de pentavalente. Itajaí ainda tem doses, mas aguarda novas remessas do Estado. O consumo médio mensal no município do Vale do Itajaí é de 1 mil doses da pentavalente e 650 da BCG. Criciúma não respondeu os questionamentos até o fechamento da matéria. 

Por dentro das vacinas

Ambas fazem parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A BCG deve ser tomada logo ao nascer, uma dose única para prevenir contra formas graves de tuberculose. Já a pentavalente, as doses devem ser tomada aos dois, quatro e seis meses de idade. Protege contra o tétano, difteria, coqueluche, hepatite B e Haemophilus Influenzae tipo B, que causa meningite e outras infecções graves. 

Fonte: Diário Catarinense