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Casquinha de siri pode reduzir a poluição química de lagoas



Casquinha de siri pode reduzir a poluição química de lagoas
Foto: Divulgação / DS

Um novo projeto de pesquisa desenvolvido pelo departamento de Engenharia de Pesca da Udesc, em Laguna, pretende trazer soluções para a poluição química de lagoas. Além deste benefício, o projeto tem também a proposta sustentável em que reaproveita um material descartado diariamente no meio ambiente pelos beneficiadores de pescado na cidade: a casquinha do siri.

Dela é possível extrair a quitina, um tipo de biopolímero que pode ser transformado em quitosana, substância com capacidade até seis vezes maior para absorver determinados metais. “Na prática, o projeto pretende testar a quitina e a quitosana extraída da casquinha do siri para retirar metais pesados de águas contaminadas”, explica a idealizadora da pequisa, Aline Fernandes de Oliveira, doutora em Físico-Química e professora de Engenharia de Pesca da Udesc.

Além do siri, outro crustáceo também é alvo da pesquisa. O gládio da lula, não comestível e descartado, está sendo utilizado para a retirada de quitina. “Enquanto em 100 gramas de casquinha conseguimos retirar 16% de quitina, na lula o rendimento chega a 41%. Mas em Laguna a produção e o descarte de siri são muito maiores”, explica a pesquisadora.

Atualmente o projeto está na etapa de extração de quitina para posterior produção de quitosana em quantidades suficientes para desenvolvimento dos testes laboratoriais práticos. “Já finalizamos a primeira etapa e a caracterização do material. Em agosto, no máximo, começaremos os testes da pesquisa em laboratório”, ressalta Aline.

A casca do siri, não reaproveitada por beneficiadores, que utilizam para venda somente a carne do crustáceo, é comprada de alguns pescadores e também vem de algumas doações. Ao se retirar a quitina dela, o processo de conversão em quitosana é feito no Laboratório de Recuperação de Resíduos e Desenvolvimento de Materiais. Até a casca moída será aproveitada nos testes de absorção.

No laboratório será produzida uma água contaminada com metais e corantes e serão feitos testes com quantidades diferentes de água e de pó de quitosana. “Serão avaliadas diferentes temperaturas e pHs, vamos mensurar a capacidade de absorção relativa às quantidades aplicadas”, ressalta a idealizadora da pesquisa.

Saiba mais

Além da utilidade ambiental, a quitosana também é largamente utilizada na indústria médica, farmacêutica e alimentícia. Seu valor no mercado é alto. “Para você ter uma ideia, 100 gramas desta substância custam cerca de R$ 900”, afirma a professora Aline Fernandes de Oliveira.

Diário do Sul

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